domingo, 14 de dezembro de 2014

Louis....Se eu pudesse, apenas um dia, voltar no tempo, queria que fosse para o dia em que te conheci. Se eu devesse, talvez, corrigir um erro, queria que fosse o da nossa primeira briga. Se eu pudesse, então, repetir o que foi bom queria que fosse o nosso primeiro beijo. Se eu pudesse, ainda, desfazer um ato, queria que fosse o te ter magoado. E se eu pudesse, por último, fazer um pedido, queria que fosse o de ser feliz pra sempre contigo.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Meu Amor alem dessa vida
Sei que me visitas em meus sonhos...
Mas eu aqui sou uma exilada

E Te busco...
Busco uma resposta por depois de tudo continuar te amando;
Busco uma solução para tentar tirar esse amor do meu coração;
Porém, quanto mais eu busco te esquecer mais aumenta a minha busca por ti no mundo...
Te busco no mar, assim como uma lagrima perdida;
Te busco na arreia, assim como um grão de poeira;
Te busco nos olhares estranhos que eu vejo quando saio pra rua;
Te busco nas vozes que eu ouço;
Te busco em todos os lugares que eu passo;
Te busco em todos os rostos que eu vejo;
Te busco em cada detalhe que eu percebo;
Te busco inutilmente dentro de mim mesma;
Te busco no que sobrou do nosso amor daquela existência;
Te busco nas recordações;
Te busco nos momentos inesquecíveis...
Te busco assim como um tesouro perdido;
Te busco como se fosses uma joia rara;
Te busco como se fosse um sonho;
Te busco mesmo sabendo que nunca mais vou te encontrar...


sábado, 18 de maio de 2013

Espíritos Pleiadianos


 PLEIADIANOS: QUEM SÃO ESTES SERES DE LUZ???

Os pleiadianos são uma civilização amorosa, pacífica e altamente espiritualizada, que cultua a harmonia, a beleza e todas as formas de arte.
As Plêiades é um aglomerado de estrelas da constelação de Touro, com mais de mil estrelas, das quais sete são visíveis a olho nu e dentre estas se destaca Alcyone o sol central das Plêiades, estrela de 3ª grandeza, localizada a 425 anos-luz da Terra e em torno da qual giram as outras estrelas, cada qual com seu sistema de planetas. Alcyone tem a luminosidade equivalente a 1.400 vezes a do nosso sol, uma estrela de 5ª grandeza.
Os pleiadianos vivem em plena unicidade uns com os outros e são muito ligados a cura, a medicina natural, às forças da natureza e ao xamanismo nativo (foram eles que ensinaram aos chineses a técnica da acupuntura em torno de 4.500 A.C.).
Gregários por natureza, gostam de estar juntos.Sua forma de expressão nunca é individual, mas grupal, pois a muito superaram a questão do ego e até mesmo seus instrumentos musicais são projetados para serem operados por várias pessoas simultaneamente.

Amáveis, delicados, muito bem humorados e extremamente criativos, eles vivem praticamente em estado de graça em seu lar planetário - afinal, estão livres dos conflitos criados pelas diferenças de opinião e de vontade, próprias da manifestação do ego.
Extasiam-se com a beleza da vida, expressam esses sentimentos por meio da arte e criam mais beleza e harmonia, vivendo assim em constante alegria e contemplação.
São muito voltados a educação e adoram se comunicar, se expressar e ensinar.
Em sua sociedade não existem leis para regular a vida em comunidade, as leis que os regem é constituída única e exclusivamente pela suas próprias consciências individuais altamente evoluídas.
Por isso lá não existe policia, prisões, sistema judiciário, político ou religioso e o planeta é administrado apenas por um conselho de sábios, composto por 12 anciões.
Eles não tem religiões, mas estão permanentemente conectados a Fonte, ao Criador Primordial, cuja vontade estão sempre buscando decifrar e seguir harmoniosamente.
Eles são muito ligados aos cristais e suas cidades são construídas de cristal com suas casas na forma de grandes pontas de cristais sextavadas (como pirâmides de seis lados), que vistas do alto se parecem com favos de uma colméia de abelhas e vistas ao nível do solo se parecem com uma drusa de cristal ou ainda com uma aldeia indígena americana, onde as casas, pelo seu formato, se parecem com grandes tabas indígenas.
Cada ser das Plêiades, seja homem ou mulher, possui em seu interior as polaridades masculinas e femininas em perfeito equilíbrio.
Eles não vivem sós, vivem sempre como casais, cada qual com seu companheiro ou companheira e nunca contatam os humanos individualmente, mas sempre em grupos, identificando-se sempre como uma coletividade (os pleiadianos), jamais ostentando cargos, funções ou posições hierárquicas e só revelando seus nomes pessoais em algumas situações excepcionais.
Quando nos encontramos com eles fora das naves mães, ou seja, nas pequenas naves de serviço, estão normalmente em três, todos vestidos de macacão azul índigo, mas quando nosso encontro com eles ocorre fora das naves estão sempre em dois (ou mais), ambos vestidos de uma túnica branca tipo romana ou grega, sendo que o terceiro sempre fica na nave, que é constituída de pura energia e uma extensão da energia de seu próprio corpo de luz, sendo que ele não a pilota usando instrumentos, mas apenas as energias de suas mãos sobre um painel existente numa espécie de console.
Suas naves não são tecnológicas, são energéticas e por fora parecem pequenas, mas quando entramos nelas percebemos que são enormes e a medida que andamos pelo seu interior elas vão se expandindo e a nossa frente vão se formando sempre novas salas, corredores e portas antes inexistentes.
Há muitas almas originárias das Plêiades encarnadas na Terra - elas constituem a segunda raça extraterrestre mais presente por aqui.
Na verdade eles não são propriamente extraterrestres, mas sim "ultraterrestres", ou seres interdimensionais, pois tem a faculdade de viajar no tempo, no espaço e entre as diferentes dimensões.
Vêm buscar, na terceira dimensão, a experiência do concreto, algo que o adiantado estado de sua civilização não pode lhes proporcionar, pois na dimensão em que vivem são pura luz, pura energia.
O que o pleiadiano tem de facilidade para criar e implantar suas idéias, tem de dificuldade para administrar uma longa rotina de execução do projeto no dia a dia e levar as coisas até o fim.
Aqui, na densidade da Terra, é que ele aprende a necessidade de plantar e cuidar para colher; que percebe a relação de causa e conseqüência dos mundos materiais.
Em sua estrela de origem, extremamente sutil, é muito difícil ter essa percepção.
Assim, a matéria densa da 3ª dimensão com seus limites torna-se a matéria prima essencial para que possam moldar e materializar suas idéias e desta forma experenciar e desenvolver integralmente toda a sua capacidade criativa.
Até para encarnar na Terra, os pleiadianos nunca vêm sozinhos, mas em grupo, e acabam sendo atraídos para o ofício das artes, como a música, a poesia, pintura, escultura, artesanato, etc. e para os trabalhos comunitários ou outros do gênero em que possam empregar seus talentos criativos e terapêuticos.
Eles são seres simples, descomplicados, despojados e buscam sempre na simplicidade e criatividade encontrar a essência e as respostas para todas as coisas.
São gentis, fazem amigos com facilidade e adoram estar com crianças, sendo os responsáveis pelo projeto de preparação e envio de crianças índigos, cristais, diamantes, etc. ao planeta, a maioria delas espíritos de origem pleiadiana.
Muitos tornam-se bons terapeutas holísticos, psicólogos, professores e administradores de recursos humanos, pois, movidos pelo seu sentimento de fraternidade e solidariedade, gostam de contribuir e de ver os outros crescerem.
É pela harmonia dos sons, das emoções e do amor incondicional que os pleiadianos podem conectar-se conosco por meio dos chacras do plexo solar e principalmente do cardíaco.
São seres solares que vivem na terceira estrela das Plêiades, chamada por eles de Aracelis (que em latim quer dizer "Altar dos Céus"), numa civilização de 8ª dimensão, que vibra na freqüência do numero 8 e tem este numero e a laminiscata como seus símbolos.
Estão aqui neste momento do nosso espaço-tempo, a convite da Confederação Intergaláctica e representando companheiros que brevemente também deverão estar a serviço em nosso planeta (as crianças arco-íris).
É muito interessante para todos eles a possibilidade de servir nesse imenso laboratório que é o nosso planeta Terra.
Todas as civilizações confederadas, de uma forma ou de outra, ostensiva ou não ostensiva, se encontram aqui em diversas missões de ajuda diferentes, cada qual dentro da sua especialidade.
Suas diferenças ambientais e físicas são tão grandes como as diferenças entre os diversos reinos de nosso planeta, como se eu fosse do reino animal, você do reino mineral, e ele do reino vegetal...
As leis naturais básicas existentes para cada um, necessárias para sua sobrevivência e existência, são muito diversas.
Por isso, precisam de padronizações medianas e adaptações a certas formas e estruturas que a Confederação lhes impõe para que possam se manifestar de forma coerente entre todos nós.
No caso dos pleiadianos eles se apresentam normalmente aos humanos como seres altos, rosto belo de traços bem delineados, cabelos compridos e escorridos loiros/prateados, testa alta e arredondada (como uma espécie de pequena calvície) e olhos azuis brilhantes, como se fossem duas luzes intensas, mas na sua forma original eles tem no lugar dos cabelos penas, ou seja penugens de pássaros na cor dourada e o crânio é levemente alongado para trás e para cima.
Assim os Pleiadianos estão nos trazendo muitas informações a respeito de sua civilização, os pleiadianos realmente se interessam e se comovem com o mundo da sensibilidade e das emoções humanas.
São pacifistas e não possuem qualquer indício de uma força armada porque não necessitam do uso da força para se imporem.
A sua beleza, graça, suavidade e inteligência fazem com que seja muito fácil para eles terem contato com as civilizações e/ou seres mais sensitivos e avançados espiritualmente.
Eles são seres muito íntegros, que tem um desenvolvido senso de liberdade e um profundo respeito pela liberdade, auto-expressão e livre arbítrio dos outros seres.
Seus ancestrais são seres pássaros, de onde surgiu a figura clássica dos anjos com asas, usadas por nossas religiões; eles são seres solares, mestres geneticistas ou Elohim, que participaram diretamente da criação da humanidade e de todas as formas de vida na Terra.
A muito tempo atrás estes ancestrais migraram de um universo paralelo, que estava em fase de conclusão de seu processo de evolução, para Alcyone, onde ainda vivem diretamente integrados às Hierarquias Celestes, na 18ª dimensão, como membros do Conselho da Galáxia.
A Humanidade possui material genético pleiadiano, por isso eles são considerados nossos irmãos mais velhos.
Os pleiadianos nada tem a ver com os nibiruanos (que são apenas seres da 4ª dimensão), embora estes últimos se digam pleiadianos.
Os grupamentos de pleiadianos encarnados mais conhecidos da recente história da humanidade são os Essênios, os Maias, os Cátaros (que viveram no sul da França) e atualmente os Índigos que começaram a chegar no pós-guerra para quebrar o sistema vigente e na década de 60 foram os responsáveis pelo Movimento Hippie, onde se procurava valorizar mais a liberdade, a natureza, a paz e o amor.
Na condição de pleiadianos que se destacaram individualmente em sua passagem pelo planeta temos São Francisco de Assis (contemporâneo dos cátaros e fiel seguidor da filosofia deles), Sri Aurobindo, Krishnamurti, Madre Thereza de Calcutá, a atriz Shirley Maclaine e muitos outros.

terça-feira, 5 de março de 2013



A LÁGRIMA, A ESTRELA, A PÉROLA E A GOTA DE ORVALHO

Encontraram-se um dia, 
uma lágrima, 
uma estrela, 
uma pérola 
e uma gota de orvalho.

Falou primeiro a estrela:

"- Quem diria que eu tivesse o trabalho de descer das alturas luminosas, para vir conversar com vocês três?
Não sabem que sou mais alta que as nuvens?
E que a minha altivez fulgura entre mil chamas radiosas, na infinita amplidão?"

Mas, respondeu a pérola vaidosa:

"- Quem te dará valor, entre milhões de lâmpadas
no espaço?
Tu não passas de um grão de esplendor, metido na poeira do infinito. Ninguém se lembra de te por nos braços! Enquanto eu, lá no fundo dos oceanos, sou buscada e vendida aos soberanos, para enfeitar, com minha limpidez, as coroas dos reis! Vivo no colo esplêndido dos nobres, e nos ricos seios das rainhas...Não como ti, que sob o olhar dos pobres poetas vagabundos te encaminhas...Valho mais que tu! E ainda mais, valho que um orvalho e uma lágrima, pois ambos são gotas d'água, sem o mínimo valor."

Disse o orvalho, com mágoa:

"- Qual de vocês três, tem esse encanto de se transformar em gozo, na boca imaculada de uma flor? Eu venho lá de cima, radiante, nos braços da alvorada cobrir de beijos uma rosa, que se sente tão doce nesse instante, que vale a pena vê-la tão ditosa! E trago o riso ao coração da Terra, engolfada em pranto. Eis como sou feliz! Na campina, ou no cimo da serra, sou sempre uma esperança cristalina, nos lábios sorridentes de uma flor!" Calou-se o orvalho.

E a lágrima? Coitada, esta nada dizia...

"- E que respondes tu?" Perguntaram os demais. E ela, rolada na terra úmida e fria, nada ousava falar...Porém, sublime e calma, respondeu:
"- Eu sou o perdão no crime e a vibração no amor! Bailo no olhar risonho da alegria, moro no olhar tristíssimo da dor! Eu sou a alma da saudade da harmonia! Sou o estrilo na lira soluçante dos poetas, sou oração no peito dos ascetas, sou relíquia de mãe em coração de filho, sou lembrança de filho em coração de mãe! Não vivo nos seios perfumosos, nos colos orgulhosos, na ostentação efêmera do luxo...Porém, penetro no espírito do mundo, seja do rei, do sábio mais profundo, do rústico mais vil... do pecador, do santo, até na face do Senhor um dia já rolei...Eu, lágrima pequena, penetrei no coração de Deus, e fiz estremecer, abrir-se extasiado o pórtico dos céus! " A lágrima calou-se humildemente, deslumbrando...Em silêncio, a tudo contemplou serenamente, na vastidão vazia...

A estrela se ocultou atrás de uma nuvem e chorava...

A pérola desceu à profundeza dos mares e chorava também...

O orvalho tremulando sobre a relva também chorava...

E a lágrima...Só a lágrima sorria!.
E olho suspirando o infinito céu,
Fico a sonhar de leve em muita coisa bela
Fico a pensar em ti e neste amor que é teu!

D’olhos fechados sonho. A noite é uma elegia
Cantando brandamente um sonho todo d’alma
E enquanto a lua branca o linho bom desfia
Eu sinto almas passar na noite linda e calma.

Lá vem a tua agora… Numa carreira louca
Tão perto que passou, tão perto à minha boca
Nessa carreira doida, estranha e caprichosa

Que a minh’alma cativa estremece, esvoaça
Para seguir a tua, como a folha de rosa
Segue a brisa que a beija… e a tua alma passa!…

Florbela Espanca

sábado, 22 de setembro de 2012

Sono e Sonho

Introdução


Chama-se emancipação da alma, o desprendimento do Espírito encarnado, possibilitando-lhe afastar-se momentaneamente do corpo físico.
É muito importante a compreensão e o estudo do sono e dos sonhos para um conhecimento mais amplo do fenômeno da emancipação da alma e das experiências vivenciadas pelo Espírito neste estado de liberdade.
"À semelhança da morte, em que o Espírito se liberta com facilidade do corpo mediante conquistas anteriores de desapego e renúncia, reflexões e desinteresse das paixões mais vigorosas, no sono há uma ocorrência equivalente, pois que o ser espiritual possui maior ou menor movimentação conforme as suas fixações e conquistas."
Dormimos um terço de nossas vidas e o sono, além das propriedades restauradoras da organização física, concede-nos possibilidades de enriquecimento espiritual através das experiências vivenciadas enquanto dormimos.
No campo da mediunidade, durante o desdobramento ou emancipação da alma pelo sono natural, os participantes dos grupos mediúnicos desenvolvem tarefas de significativo valor em continuidade às atividades encetadas nas reuniões mediúnicas.
Vários fenômenos mediúnicos poderão ocorrer com a alma emancipada, embora muitos sejam classificados, apenas, como fenômenos anímicos.
"Às vezes, durante o sono ou na vigília, a alma se exterioriza, se objetiva em sua forma fluídica e aparece à distância." (3) É o fenômeno da bicorporeidade.
Durante o sono normal, o corpo perispiritual poderá provocar uma série de fenômenos de efeitos intelectuais, como a psicofonia e a psicografia e também os de efeitos físicos ou objetivos como as aparições, produzir sons, ruídos, etc...
No Livro dos Médiuns, Allan Kardec nos diz :
"As manifestações visuais mais comuns têm lugar durante o sono : são as visões.
- Os sonhos podem ser :
- Uma visão atual das coisas presentes ou ausentes ;
- Uma visão retrospectiva do passado e, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro;
- Quadros simbólicos que os Espíritos fazem passar sob nossos olhos para nos dar úteis advertências e salutares conselhos, se são bons Espíritos;
- "Induzir ao erro ou lisonjear paixões, se são Espíritos imperfeitos."
No estado de emancipação da alma, o Espírito se desloca do corpo físico, os laços que o unem à matéria ficam mais tênues, mais flexíveis e o corpo perispiritual age com maior liberdade.
Vamos, neste estudo, evidenciar com maior intensidade, o sonho, suas características espirituais, quando realmente ocorre a emancipação da alma e as horas de sono são aproveitadas para nosso crescimento espiritual através de atividades, estudos e aquisições enobrecedoras.

Sono e Sonhos

Conceitos:
Sono é um estado em que cessam as atividades físicas motoras e sensoriais.
Sonho é a lembrança dos fatos, dos acontecimentos ocorridos durante o sono.
A ciência oficial, analisando tão somente os aspectos fisiológicos das atividades oníricas, ainda não conseguiu conceituar com clareza e objetividade o sono e o sonho. Sem considerar a emancipação da alma, sem conhecer as propriedades e funções do perispírito, fica, realmente, difícil explicar a variedade das manifestações que ocorrem durante o repouso do corpo físico. Alguns psiquiatras e psicólogos já analisam os sonhos como atividades do psiquismo mais profundo.
Assim temos em Freud, o precursor dos estudos mais avançados nesta área. Ele julgava que os instintos, quando reprimidos, tendem a se manifestar e uma destas manifestações seria através dos sonhos. Isto numa linguagem simbólica representativa do desejo.
Adler introduziu em Psicologia o "instinto do poder" . Nossa personalidade gravitaria em torno da auto-afirmação, do desejo do domínio.
Jung considerou válidas as duas proposições. Descobriu que nos recessos do inconsciente, existe uma infra-estrutura feita de imagens ou símbolos que integram a mitologia de todos os povos. São os arquétipos, reminiscências de caráter genérico que remontam a fases muito primitivas da evolução.
Mas foi Allan Kardec, através da Codificação Espírita, quem, realmente, analisou amplamente os sonhos em seus aspectos fisiológicos e espirituais.
No livro dos Espíritos, Cap. VIII, analisando a emancipação espiritual, coloca o sono como a primeira fase deste fenômeno, que antecede ao sonambulismo e ao êxtase que seriam estados mais profundos de independência pelo desprendimento parcial do Espírito.
Na questão 400, do Livro dos Espíritos, ele indaga aos Espíritos Superiores :
"O espírito permanece voluntariamente no seu envoltório corporal ?"
R : "É como se perguntasse se o prisioneiro está satisfeito sob as chaves. O Espírito encarnado aspira incessantemente à libertação e quanto mais grosseiro é o envoltório, mais ele deseja ver-se desembaraçado."
Na questão 401 :
"Durante o sono, a alma repousa como o corpo ?"
R : "Não. O Espírito jamais está inativo. Durante o sono, os liames que o unem ao corpo se afrouxam e o corpo não mais necessitando do Espírito, ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos."
Na questão 402, Kardec indaga :
"Como podemos julgar a liberdade do Espírito durante o sono ?"
R : "Pelos sonhos."
E Allan Kardec tece comentários muito importantes acerca dos sonhos, nos quais há uma emancipação da alma, enquanto o corpo repousa.
  • "O sono liberta parcialmente a alma do corpo."
  • "O Espírito jamais está inativo."
  • "Têm a lembrança do passado e às vezes a previsão do futuro."
  • "Adquire mais poder (pela liberdade de ação delimitada pelo grau de exteriorização) e pode entrar em contato com outros Espíritos encarnados ou desencarnados."
  • "O sono coloca o homem num estado em que estará de maneira permanente após a morte."
  • "Enquanto dormem, alguns Espíritos procuram aqueles que lhes são superiores (estudam, trabalham, recebem orientações, pedem conselhos).
  • "Os Espíritos inferiores irão aos lugares com os quais se afinizam."


Sonhos - Classificação:

Martins Peralva, no livro "Estudando a Mediunidade", propõe a seguinte classificação dos sonhos :
COMUNS = Repercussão de nossas disposições físicas e psicológicas.
REFLEXIVOS = Exteriorização de impressões e imagens arquivadas no cérebro físico e no perispírito.
ESPÍRITAS = Atividade real e efetiva do Espírito, durante o sono.
SONHOS COMUNS: São aqueles que refletem nossas vivências do dia a dia. O Espírito desligando-se, parcialmente, do corpo, absorve as ondas e imagens de sua própria mente, das que lhe
são afins e do mundo exterior, já que nos movimentamos num turbilhão de energias e ondas vibrando sem cessar. Nos sonhos comuns, quase não há exteriorização perispiritual. São muito freqüentes dada a nossa condição espiritual.
"Puramente cerebral, simples repercussão de nossas disposições físicas ou de nossas preocupações morais. É também o reflexo de impressões e imagens arquivadas no cérebro durante a vigília. (...)" (3)
SONHOS REFLEXIVOS: Há maior exteriorização que nos sonhos comuns. O Espírito registra acontecimentos, impressões e imagens, arquivadas no subconsciente, isto é, no cérebro do corpo fluídico, ou perispírito.
Esses sonhos poderão refletir fatos remotos, imagens da atual reencarnação. Contudo, é mais freqüente revivenciar acontecimentos de outras vidas, cujas lembranças nos tragam esclarecimentos, lições ou advertências, se orientados por mentores espirituais.
Poderão os Espíritos inferiores motivarem estas recordações com finalidade de nos perseguirem, amedrontar, desanimar ou humilhar, desviando-nos dos objetivos benéficos da existência atual.
"Nos sonhos reflexivos, o espírito flutua na atmosfera sem se afastar muito do corpo; mergulha, por assim dizer, no oceano de pensamentos e imagens, que de todos os lados rolam pelo espaço, deles se impregna, e aí colhe impressões confusas, tem estranhas visões e inexplicáveis sonhos; a isso se mesclam, às vezes, reminiscências de vidas anteriores (...)"
SONHOS ESPÍRITAS: Há mais ampla exteriorização do perispírito. Desprendendo-se do corpo e adquirindo maior liberdade, a alma terá uma atividade real no plano espiritual. Léon Denis chama a estes sonhos de etéreos ou profundos, por suas características de mais acentuada emancipação da alma.
"O Espírito se subtrai à vida física, desprende-se da matéria, percorre a superfície da Terra e a imensidade onde procura os seres amados, seus parentes, seus amigos, seus guias espirituais ( ... ) Dessas práticas, conserva o Espírito impressões que raramente afetam o cérebro físico, em virtude de sua impotência vibratória."
Nos sonhos espíritas, teremos que considerar a lei de afinidade. Nossa condição espiritual, nosso grau evolutivo, irá determinar a qualidade de nossos sonhos, as companhias espirituais que iremos procurar, os ambientes nos quais permaneceremos enquanto o nosso corpo repousa.
"Quando encarnados na crosta, não temos bastante consciência dos serviços realizados durante o sono físico, contudo, esses trabalhos são inexprimíveis. ( ... ) Infelizmente, porém, a maioria se vale de repouso noturno para sair à caça de emoções frívolas ou menos dignas. Relaxando-se as defesas próprias, e certos impulsos longamente sopitados durante a vigília, extravasam-se em todas as direções, por falta de educação espiritual, verdadeiramente sentida e vivida."

Os Sonhos e a Lei de Afinidade

No livro Mecanismos da Mediunidade, André Luiz nos diz que quanto mais inferiorizado, mais dificuldade terá o homem em se emancipar espiritualmente.
"Qual ocorre no animal de evolução superior, no homem de evolução positivamente inferior o desdobramento da individualidade, por intermédio do sono, é quase que absoluto estágio de mero refazimento físico." (5)
"No animal, o sonho é puro reflexo das atividades fisiológicas ( ... ). E, no homem primitivo em que a onda mental está em fase inicial de expansão, o sonho, por muito tempo, será invariavelmente ação reflexa de seu próprio mundo consciencial ou afetivo."
Estaremos, então, durante o repouso noturno, se emancipados espiritualmente, vivenciando cenas e realizando tarefas afins. Procuraremos a companhia daqueles Espíritos que estejam na mesma sintonia, para realizações positivas, visando nosso progresso moral ou em atitudes negativas, viciosas, junto àqueles que, ainda, se comprazem em atos ou reminiscências degradantes, que nos perturbam e desequilibram.
"Há leis de afinidade que respondem pelas aglutinações sócio-morais-intelectuais, reunindo os seres conforme os padrões e valores nos quais se demoram. Parcialmente liberto pelo sono, o Espírito segue na direção dos ambientes que lhe são agradáveis durante a lucidez física ou onde gostaria de estar, caso lhe permitissem as possibilidades normais."
Os sonhos espíritas, isto é, naqueles que nos liberamos parcialmente do corpo e gozamos de maior liberdade, são os retratos de nossa vivência diária e de nosso posicionamento espiritual. Refletem de nossa realidade interior, o que somos e o que pensamos.
"Dorme-se, portanto, como se vive, sendo-lhe os sonhos o retrato emocional da sua vida moral e espiritual."

Exemplos de Sonhos

A literatura espírita é rica em exemplos e narrativas de sonhos espíritas. Temos nas obras psicografadas por Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco e as escritas por Invonne Amaral Pereira, inúmeras descrições destes sonhos.
Neles, vemos a alma emancipada sob a hipnose natural que é o sono, ir a locais e agir por sugestões, as mais variáveis, atraídas sempre aos locais e situações onde se lhe vincula o pensamento. A vontade é direcionada pelo desejo e este age impulsionando a alma na direção do que lhe atrai e constitui motivação principal, na vida íntima.
Nos sonhos, com emancipação da alma, poderemos citar alguns exemplos :
  • reflexos de nosso cotidiano, de nossas preocupações comuns;
  • determinatórios (indicando caminhos, dando avisos ou nos advertindo);
  • premonitórios (prevendo fatos próximos);
  • proféticos (citados na bíblia);
  • instrutivos (fornecendo-nos lições enobrecedoras e conhecimentos do plano espiritual);
  • com experiências negativas;
  • com perseguições de Espíritos inferiores.
"O sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono, mas observai que nem sempre sonhais porque nem sempre vos lembrais daquilo que vistes ou de tudo o que vistes; isto porque não tendes a vossa alma em todo o seu desenvolvimento; freqüentemente não vos resta mais que a lembrança da perturbação da vossa partida ou da vossa volta ( ... ); sem isto, como explicaríeis estes sonhos absurdos a que estão sujeitos os sábios como os ignorantes ? Os maus Espíritos se servem dos sonhos para perseguir, atormentar, as almas fracas e pusilânimes."

Recordação dos Sonhos

Na questão 403, do Livro dos Espíritos, Allan Kardec indaga :
"Por que não nos lembramos de todos os sonhos ?"
R : - "Nisso que chamas sono só tens o repouso do corpo, porque o Espírito está sempre em movimento. No sono ele recobra um pouco de sua liberdade e se comunica com os que lhe são caros seja neste ou noutro mundo. Mas, como o corpo é de matéria pesada e grosseira, dificilmente conserva as impressões recebidas pelo Espírito durante o sono, mesmo porque o Espírito não as percebeu pelos órgãos do corpo."
Algumas considerações em torno da resposta acima :
No estado de vigília:
  • as percepções se fazem com o concurso dos órgãos físicos;
  • os estímulos exteriores são selecionados pelos sentidos;
  • são transmitidos ao cérebro pelas vias nervosas;
  • no cérebro físico, são gravados para serem reproduzidos pela memória biológica a cada evocação.
Quando dormimos:
  • cessam as atividades físicas, motoras e sensoriais;
  • o Espírito liberto age e sua memória perispiritual registra os fatos sem que estes cheguem ao cérebro físico;
  • tudo é percebido diretamente pelo Espírito;
  • excepcionalmente, por via retrógrada, as percepções da alma poderão repercutir no cérebro físico;
  • quando lembramos, dizemos que sonhamos.

Conclusão

A análise dos sonhos pode nos trazer informações valiosas para nosso auto-descobrimento. Contudo, devemos nos precaver contra as interpretações pelas imagens e lembranças esparsas. Há sempre um forte conteúdo simbólico em nossas percepções psíquicas que, normalmente nos chegam acompanhadas de emoções e sentimentos.
Se, ao despertarmos, nos sentirmos envolvidos por emoções boas, agradáveis, vivenciamos uma experiência positiva durante o sono físico.
Ao contrário, se as emoções são negativas, nos vinculamos certamente a situações e Espíritos inferiores.
Daí a necessidade de adequarmos nossas vidas aos preceitos espíritas, vivenciando o amor, o perdão, a abnegação, habituando-nos à prece, à meditação antes de dormir, para nos ligarmos a valores bons e sintonia superior. Assim, teremos um sono reparador e sonhos construtivos.



terça-feira, 18 de setembro de 2012

Espiritismo E As Cirurgias Espirituais

Vídeo cirurgia espiritual Parte1


                                    Cirurgia Espiritual atrai multidões


O microcosmo dentro deste laboratório corpóreo (corpo físico) tem condição de se organizar com a ajuda do mundo energético ou espiritual. Este tratamento independe da fé, religião, crença ou filosofia de vida. Durante o tratamento, é importante que o indivíduo, esteja aberto para as mudanças necessárias, é o investimento em si mesmo. O homem é um grande laboratório plasmador, receptor, emanador das energias. As doenças são plasmadas inconscientemente, através do corpo emocional que é, dos corpos, o mais difícil de ser equilibrado. A cobrança em todos os sentidos tem sido o veículo das somatizações gravadas pelas suas glândulas, dependendo de como o indivíduo recebe cada emoção. Consideramos o corpo físico como um aparelho que comporta uma carga xis de energia (pensamentos e sentimentos), quando esta carga é exagerada, a hipófise (glândula pituitária) transfere o excesso desta carga para os órgãos na tentativa de ajudar o corpo físico, a não ter choque fulminante, a glândula divide esta carga para os órgãos. Muitas vezes não suportam o excesso, eles se danificam gerando aparecimento de outras doenças. Após a conscientização, os médicos espirituais utilizam o bastão de cristal para refazer, religar o corpo energético (corpo elétrico), auxiliando as células do corpo físico a se refazerem. Durante a cirurgia espiritual, há a utilização de aparelhos energéticos trazidos do mundo etéreo (outras dimensões). Não há cortes no corpo físico. 

Vídeo cirurgia espiritual parte2





No velho testamento, João Batista dizia que a fé movia montanha. No Grande ABC, centenas de pessoas depositam a sua devoção em cirurgias espirituais para a cura do câncer , enxaqueca, depressão, hérnias, dores nas costas, problemas psicológicos e comportamentais.
O resultado, para a maioria, é positivo e de conforto, mesmo sem comprovação científica e garantia de melhora. A população forma filas enormes nos centros espíritas em São Caetano, Santo André, Mauá e Ribeirão Pires, que seguem a doutrina de Alan Kardec.
O Diário acompanhou em três oportunidades os trabalhos "cirúrgicos". Em nenhum dos lugares houve aplicações de anestesias, cortes, sangramentos ou pontos.
O máximo que se viu foram arranhões na pele, onde um dos médiuns passava a mão e simulava cortes e apertos em possíveis parafusos.
Mesmo sem atos convencionais, os "médicos" falaram sobre os procedimentos pós-operatórios, como repouso e evitar comer carne vermelha e ingerir bebidas alcoólicas nos próximos dias.
Algumas pessoas relataram que estavam sentindo as dores dos "cortes" e caminhavam com dificuldades, caso da paisagista Kátia Flavia, 46 anos. "Fiz cirurgia para curar problema no útero. Cheguei andando normal, mas agora está doendo", conta a mulher em São Caetano.
"Não há essa necessidade de cortar já que fazemos o tratamento no plano espiritual", disse o dentista Edson Lorentizini, que há 22 anos atua como médium e há 16 atende no Grupo Espírita Seara da Fraternidade, em São Caetano. Ele diz que incorpora um médico alemão chamado Hanz, que teria vivido no século passado, coordenado pelo espírito de Bezerra de Menezes. Pela primeira vez, ele deixou um veículo de comunicação acompanhar seu trabalho.
Para a área acadêmica e médica, a busca pela cura por meio da religião, seja pela católica, evangélica ou espírita, é histórica. Segundo o professor de religiões da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo Silas Guerreiros, "no mundo todo isso é realizado. Cada religião tem seu ritual. É normal às pessoas buscarem um alívio nesses momentos."
Os frequentadores pertencem a todas as classes sociais e profissionais, de variadas religiões. O Diário ouviu relatos de melhora de quadros clínicos extremamente delicados e também encontrou pessoas complemente desesperadas, que chegaram para a primeira "consulta" atrás de um milagre.
"Pior que está não fica", disse o empresário Edson Barbosa de Souza, 52, no momento em que realiza cirurgia em "paciente" com dores na coluna. Há 26 anos ele incorpora os médicos brasileiros Stefani Oswald e Xavier, ambos do século passado.
Os médiuns informam a todo o momento que o tratamento convencional, com os médicos não deve ser interrompido. Médica do programa Saúde da Família, Conceição Moraes não acredita no tratamento espiritual, mas não é contra.
"A maioria das doenças vem de um processo de somatização. Com os preceitos religiosos, as pessoas passam a viver mais tranquilamente e isso pode ajudar, não apenas na doença como na qualidade de vida." Caso a cura não aconteça os médiuns dizem que, pelo menos, a alma foi preparada para "a vida após a vida".
Dentista incorpora médico alemão para tratar ‘pacientes''
Mais de 200 pessoas aguardam na fila às quartas e sextas-feiras em uma rua tranquila do bairro Santo Antonio, em São Caetano. Quem passa nem percebe o Grupo Espírita Seara da Fraternidade, que funciona no andar debaixo de uma fábrica de escadas.
Todos recebem uma ficha para o seu tipo de tratamento. A rosa é para problemasemocionais, a verde para quem já passou por cirurgia e a branca é para novas cirurgias espirituais. Ao entrar, automaticamente as pessoas passam pela sala de Passe. Os voluntários do local fazem gestos com as mãos sobre o corpo dos fiéis em cerca de um minuto e depois liberam a entrada.
O salão, com 250 cadeiras, lota em poucos minutos. Com o tempo, os corredores e o lado externo também são tomados por senhoras bem arrumadas, moças e poucos homens. O centro segue os preceitos de Alan Kardec.
Primeiramente, ocorre a leitura do evangelho, orações e palestras. Em cerca de uma hora começam as cirurgias espirituais. Neste momento, o dentista Edson, que veste uma bermuda com as barras nas canelas e sandália deixa o salão e entra em uma sala com cinco macas, veste avental verde e, em segundos, dá lugar ao médico alemão Hanz. O Diário acompanhou toda a "transformação".
O dentista começa a esfregar as mãos, uma na outra, com álcool em gel. Fecha os olhos por alguns segundos. Anda de um lado para o outro e senta. Em pouco tempo, ele abre os olhos e começa a falar enrolado e muda o ritmo da sua respiração e pergunta para a sua equipe se está tudo bem e pede para as pessoas entrarem.
Em cada maca fica um auxiliar. Os enfermos são deitados e o médium pergunta onde dói. Com as respostas começa a fazer gestos simulando cortes em diferentes posições, com dois instrumentos, usando um de cada vez.
Em cerca de um minuto, ele passa de um doente para o outro. E assim vai. Na maioria dos casos em que a reportagem acompanhou, os problemas eram nas costas ou nos joelhos. O procedimento tinha simulações de cortes verticais e horizontais e a colocação de pinos, com apertos e tudo mais.
O dentista transpira muito e a todo momento pega uma toalha para se secar. Frequentemente, os olhos ficam fechados e as mãos tremem.
A sua voz fica parecida com a de um estrangeiro com sotaque português. No momento em que fala, fica com as mãos para trás. Quando ouve a queixa do paciente, balança a cabeça para frente e sempre diz "Vai na paz". O grupo tem uma missão para os próximos anos, a construção de sede própria na Rua Silvia.
Chácara abre portas para a população
O enorme portão fica aberto à população aos sábados. Quem quiser, pode entrar e aproveitar o dia em uma linda chácara de 11 mil metros quadrados, no bairro dos Casa, em São Bernardo. Assim, cerca de 300 pessoas passaram parte do fim de semana.
Eles buscaram refúgio para curar problemas de saúde ou ouvir palavras de um ente querido. Quem abre as portas é uma senhora de 83 anos de olhar doce e ao mesmo tempo severo. Ela se chama Gloria Guimarães Caribé, mais conhecida como Glorinha ou Vovó pelos visitantes do Santuário do Amor.
É neste lugar que o dentista Edson Lourenzini recebe os populares à procura da cura. Também ocorrem sessões esporádicas de psicografia. O Diário acompanhou a leitura de cinco mensagens feitas pelo médium Miguel Formiga. A maioria do público é composta por mulheres.
"Minha casa é de Jesus", assim fala Glorinha, sem fanatismo. A senhora de cabelos grisalhos fica atenta a todo momento. O dálmata Tango Pirata sempre está por perto e alegra as crianças.
O espaço para estudos do espiritismo de Alan Kardec foi erguido em 1971. "Minha casa está aberta para todos os tipos de pessoas, seja ela católica, evangélica ou espírita. Mas aqui dentro nós seguimos a doutrina do espírita", comenta Glorinha.
A fonoaudióloga Erica Nally, 32 anos, diz que a filha Laura, 2, passou por sérios problemas respiratórios, convulsões e até uma hemorragia cerebral nos primeiros meses de vida. "Aqui eu encontrei paz e vi minha filha melhorar", conta Erica, que é casada com cirurgião cardíaco.
As cirurgias ocorrem nos mesmos procedimentos que em São Caetano, a única diferença é que o dentista usava uma sandália. "Não tem jeito eu sinto muito calor, e os espíritos nunca reclamaram disto", brinca. Em cinco horas de trabalho, Edson fez 180 atendimentos.
Centro reúne até 350 pessoas aos sábados
A estrutura do Centro Espírita Caminho da Luz é vistosa. Um prédio de tijolos vermelhos, no topo de um morro no bairro Santana, em Ribeirão Pires, e ao lado do cemitério municipal. As sessões são realizadas nas quartas-feiras e aos sábados.
No sábado, cerca de 350 fiéis chegaram de carros populares, outros de importados, táxi ou a pé. O empresário Edson Barbosa de Souza, 52 anos, é quem incorpora os médiuns Stefani Oswald e Xavier. Em mais de 26 anos de trabalho voluntário, ele já realizou 300 mil cirurgias em diversas cidades.
Os interessados em obter a cura preenchem uma ficha. Enquanto ocorrem palestras sobre qualidade de vida e o evangelho, o empresário começa a psicografar as receitas dos tratamentos. Em mais de trinta minutos, ele fica com a mão esquerda sobre os olhos e com a direita escrevendo.
No final da sessão de psicografia, Edson entra para a sala de cirurgia e começa a atender os casos mais graves. O silêncio é uma das poucas exigências do lugar.
Alguns são "operados" em pé, outros sentados ou deitados. O único procedimento "cirúrgico" é levantar a camisa ou as barras das calças e se concentrar.
Quando o Diário entrou na sala encontrou o médium suando, com a voz enrolada e os olhos cerrados. O empresário não utiliza qualquer objeto para "operar" e fez questão de mostrar para a reportagem, segundo ele, alguns fenômenos, como passar os dedos - indicador e o médio - da mão direita nas costas de um senhor de aproximadamente 70 anos, onde segundos depois, surgiu um arranhão.
"Essa é a única marca da cirurgia espiritual". O homem que foi "operado" tinha uma cicatriz nas costas, marca de outra cirurgia espiritual realizada em Goiás há mais de 20 anos. "Melhorou. Só voltei agora porque piorou minha hérnia de disco."
Edson comenta que alguns casos necessitam de mais sessões, outros se resolvem na primeira. No final, todos recebem uma receita para o "remédio". "São receitas de extratos que ajudam. Mas pedimos para continuar a tomar os remédios convencionais."

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Bezerra De Menezes - Biografia


BEZERRA DE MENEZES - BIOGRAFIA
Nome: Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti. 
Natural: Riacho do Sangue - CE
Nascimento: 29 de agosto de 1831
Desencarne: 11de abril de 1900
Profissão: Médico, Redator e político (vereador, prefeito, deputado e senador)
Família: 1ª esposa - Maria Cândida de Lacerda (desencarnou em 24 de março de 1863) com quem teve dois filhos; 2ª esposa - Cândida Augusta de Lacerda Machado com quem teve sete filhos.
Obras literárias: A casa assombrada; A loucura sob novo prisma; A Doutrina Espírita como filosofia teogônica (Uma carta de Bezerra de Menezes); Casamento e mortalha; Pérola Negra; Evangelho do Futuro. Também traduziu o livro Obras Póstumas de Allan Kardec.
Descendente de família antiga no Ceará ligada à política e ao militarismo, foi educado segundo padrões rígidos e princípios da religião católica. Aos sete anos de idade entrou para a escola pública da Vila Frade, aprendendo os primeiros passos da educação elementar. Em 1842 sua família muda-se para o Rio Grande do Norte, em conseqüência de perseguição política. Matriculou-se na aula pública de latinidade na antiga vila de Maioridade. Em dois anos preparou-se naquela língua de modo a substituir o professor.
Em 1846, a família novamente se muda para o Ceará, fixando residência na capital. Entrou para o Liceu, ali existente, e completou seus estudos preparatórios como o primeiro aluno do Liceu. No ano de 1851, o mesmo da morte de seu pai, mudou-se para o Rio de Janeiro, ingressando no ano seguinte, como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Para poder estudar, dava aulas de Filosofia e Matemáticas. Doutorou-se em 1856 pela Faculdade de Medicina, defendendo a tese: "Diagnóstico do cancro". Candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina com a memória "Algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento", sendo empossado em 1º de junho de 1857. Em 1858 foi nomeado "cirurgião-tenente". Também sendo, no período de 1859-61, redator dos "Anais Brasilienses de Medicina" da Academia Imperial de Medicina.
Casou-se com Maria Cândida de Lacerda, em 6 de novembro de 1858, que faleceu a 24 de março de 1863, deixando-lhe 2 filhos.
Em 1861 inicia sua carreira política, foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro, tendo que demitir-se do Corpo de Saúde do Exército. Na Câmara Municipal da Corte desenvolveu grande trabalho em favor do "Município Neutro", na defesa dos humildes e necessitados. Foi reeleito para o período de 1864-1868. Retornou à política no período de 1873 à 1881, ocupando várias vezes as funções de presidente interino da Câmara Municipal da Corte, efetivando-se em julho de 1878, cargo que corresponderia ao de prefeito nos dias atuais, nunca obtendo favores do governo para as suas candidaturas. Foi eleito deputado geral do Rio de Janeiro de 1867, no entanto a Câmara foi dissolvida no ano seguinte e o Dr. Bezerra só exerceria o papel de deputado no período de 1878 à 1885, sem jamais ter contra ele qualquer ato que desabonasse sua vida pública.
Criou a Companhia de Estradas de Ferro Macaé a Campos, e construiu aquela ferrovia vencendo inúmeras dificuldades. Empenhou-se na construção da via férrea de Santo Antônio de Pádua, foi diretor da Companhia Arquitetônica e presidente da Carris Urbanos de São Cristóvão. Ao longo da vida acumulou inúmeros títulos de cidadania.
Durante a campanha abolicionista com espírito prudente e ponderado escreveu "A escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extinguí-la sem danos para a Nação". Expôs os problemas de sua terra, no estudo "Breves considerações sobre as secas do Norte". Escreveu ainda biografias sobre homens célebres. Foi redator de "A Reforma" órgão liberal na Corte, e redator do jornal "Sentinela da Liberdade", concluindo sua carreira política no ano 1885.
Conheceu o Espiritismo no ano 1875, através de um exemplar de O Livro dos Espíritos, oferecido pelo seu tradutor, Dr. Joaquim Carlos Travassos. Lançado em 883 o "Reformador", tornou-se seu colaborador escrevendo comentários judiciosos sobre o Catolicismo. No dia 16 de agosto de 1886, ante um auditório de pessoas da "melhor sociedade", proclamava solenemente a sua adesão ao Espiritismo, tendo inclusive direito à uma nota publicada pelo jornal "O Paiz" em tons elogiosos.
Passou então a escrever livros que se tornariam célebres no meio espírita. Em 1889, como presidente da FEB, iniciou o estudo metódico de "O Livro dos Espíritos". Traduziu o livro "Obras póstumas". Durante um período conturbado do movimento espírita manteve-se afastado do meio tendo hábito somente a freqüência ao Grupo Ismael no qual eram estudadas obras de Kardec e Roustaing., enquanto a FEB declinava por problemas financeiros. Foi convidado a assumir a presidência FEB, cuja conseqüência foi a vinculação da Federação ao Grupo Ismael e a Assistência aos Necessitados. Nesta ocasião foi redator-chefe do Reformador. Defendeu o direitos e a liberdade dos espíritas contra certos artigos do Código Penal. Presidiu outras instituições espíritas e terminou esta existência no dia 11 de abril de 1900, recebendo na primeira página de "O Paiz" um longo necrológico, chamando-lhe de "eminente brasileiro", e honras da Câmara Municipal da Corte pela conduta e pelos serviços dignos.

Chico Xavier Biografia - Um Exemplo De Amor



Filho do operário João Cândido Xavier e da doméstica Maria João de Deus. Nasceu a 2 de abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo.

A desencarnação de dona Maria João de Deus, deu-se a 29 de setembro de 1915, quando o Chico tinha apenas 5 anos.
Dos nove filhos (Maria Cândida, Luzia, Carmosina, José, Maria de Lourdes, Chico, Raimundo, Maria da Conceição e Geralda), seis foram entregues a padrinhos e amigos.
Chico sofreu muito em companhia de sua madrinha, que era obsediada. Conta ele, que apanhava três vezes por dia, com vara de marmelo. O pai de Chico casou-se novamente; desta feita com Cidália Batista, de cujo casamento advieram mais seis filhos (André Luiz, Lucília, Neusa, Cidália, Doralice e João Cândido).*
Por essa ocasião, deu-se o seu retorno à companhia do pai, dos irmãos e de sua segunda mãe dona Cidália, que tratava a todos com muito carinho.
Sua escolaridade vai até o curso primário, como se dizia antigamente. Trabalhou a partir dos oito anos de idade, de 15h às 2h, numa fábrica de tecidos.
Católico até o ano de 1927, o Padre Sebastião Scarzelli era seu orientador religioso.
Com a obsessão de uma de suas irmãs, a família teve que recorrer ao casal de espíritas, Sr. José Hermínio Perácio e dona Carmem Pena Perácio, que após algumas reuniões e o esforço da família do Chico, viu-se curada. A partir daí, foi mantido o Culto do Evangelho no Lar, até que naquele ano de 1927, o Chico, respeitosamente, despediu-se do bondoso padre, que lhe desejou amparo e proteção no novo caminho. (…)
No ano de 1927, funda em Pedro Leopoldo, junto com outras pessoas, o Centro Espírita Luiz Gonzaga.
Em 08/08/44, Chico Xavier, através do advogado Dr. Miguel Timponi, em co-autoria com a FEB – Federação Espírita Brasileira, inicia contestação à ação declaratória movida pela Sra. Dª. Catharina Vergolino de Campos, viúva do famoso escritor desencarnado Humberto de Campos, sob a fundamentação de ser necessário concluir se efetivamente a obra psicografada pelo Chico, como sendo do notável escritor patrício, Humberto, após sua desencarnação. Ao final desse longo pleito, através de críticos literários, os mais consagrados, concluiu-se ser autêntica a obra em questão (ver o assunto completo no livro “A Psicografia ante os Tribunais, de autoria do advogado Dr. Miguel Timponi – Ed. FEB).
Dos quatro empregos que teve, por 32 anos trabalhou na Escola Modelo do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo e Uberaba, nesta última cidade, a partir de 1959, quando para lá se transferiu.
Chico sempre se sustentou com seu modesto salário, não onerando a ninguém. Aposentou-se como datilógrafo subordinado ao Ministério da Agricultura. Jamais se locupletou como médium. Ganhava, dos mais simples aos mais valorizados presentes (canetas, fazendas, carros), mas, de tudo se desfazia educadamente. Dos quatrocentos e doze livros psicografados, os quais pela lei dos homens lhe pertenciam os direitos autorais, de todos se desfez doando-os a federativas espíritas e a instituições assistenciais beneficentes, num verdadeiro exemplo vivo de cidadania e amor ao próximo.


* Ver a síntese genealógica do Chico, no livro “Chico Xavier, Mandato de Amor” . UEM, p. 284).
| A Polivalência de sua Obra Literária |
É bastante diversificada a obra literária do Chico, senão vejamos: o primeiro livro publicado foi “Parnaso de Além Túmulo”, escrito por 56 poetas desencarnados, compreendendo brasileiros e portugueses. Foi recebido no período de 1931 a 1932. Na época, sua idade era de apenas 21 anos. Com esta obra, Chico começa por onde a imensa maioria dos medianeiros psicógrafos principia.
Detém em sua produção Prosa e Verso, que nós, na mera condição de leitor, classificamo-la como sendo:
Reveladora: Com a publicação da obra Nosso Lar, o espírito André Luiz inicia primorosa coleção em que se ressalta, dentre tantas informações, o caráter revelador da obra, onde se tem registrado o cotidiano, o dia a dia da vida extrafísica.
Identificadora: Assim chamamos a literatura poética, como no caso do “Parnaso”. Se “estilo é maneira de exprimir os pensamentos, falando ou escrevendo” (Aurélio), no Parnaso figuram quase 6 dezenas de poetas da Língua Portuguesa, dentre os mais consagrados. Aí, a comparação entre o poeta, quando na vida física e quando retorna ao plano espiritual, torna-se inevitável.
Mensagem: Chamamos livros de mensagens, aqueles compostos por mensagens avulsas, de temas variados, de espíritos diversos. (Ex: Mãos Unidas, Respostas da Vida, etc).
Romanesca: Destacamos, neste gênero, os cinco romances de Emmanuel (mentor do médium): Há Dois Mil Anos (abrange o período histórico de 31 a 79 D.C), Cinqüenta Anos Depois (ano 131 – D.C), Ave Cristo (abrange o período 217 a 258 D.C), Paulo e Estevão (depois da morte de Jesus até aproximadamente anos 70 D.C) e Renúncia (cobrindo a segunda metade do século XVII, iniciado em 1662 – reinado de Luiz XIV de França). Há Dois Mil Anos foi escrito no curto espaço de 24/10/38 a 09/02/39, em intervalos das atividades profissionais do Chico.
Chamamos a atenção para a chamada Cronologia Romana reconhecida por experts como autêntica. A obra suscitou o aparecimento do livro Vocabulário Histórico-Geográfico, de Roberto Macedo, versando sobre o vocabulário existente nos cinco romances supra citados.
Histórico-Geográfico: A exemplo dos livros “A Caminho da Luz” e romances de Emmanuel (já citados), “Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” de Humberto de Campos.
Conto: merecem destaque Jesus no Lar, de Neio Lúcio, Almas em Desfile e A vida Escreve, de parceria com o médium Waldo Vieira, de autoria espiritual de Hilário Silva e Contos e Apólogos, Reportagens de Além Túmulo, Contos Desta e Doutra Vida, autoria espiritual de Humberto de Campos, além de outros.
Reportagem: Encontramos o trabalho de Humberto de Campos, que com vigor e talento, do plano da imortalidade envia-nos reportagens notáveis como a que realiza com o apóstolo Pedro, no livro Crônicas de Além-Túmulo, ou com Napoleão, no livro Cartas e Crônicas ou ainda quando entrevista a famosa atriz Marilyn Monroe, no livro Estante da Vida.
LITERATURA INFANTIL
Através de autores como Neio Lúcio, Casimiro Cunha e outros.
LITERATURA JOVEM
Livros de espíritos que ainda jovens retornaram ao plano espiritual, como a obra de Jair Presente, de Augusto César e outros, cuja característica principal são, as gírias praticadas pelos jovens, notadamente no período em que surgiram.
LITERATURA UNIVERSITÁRIA
De nosso conhecimento, coube à Professora Ângela Maria de Oliveira Lignani inserir a obra literária do Chico nos meandros universitários. A professora em questão logrou aprovação no Curso de Mestrado da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Teoria da Literatura. Dissertação com 200 páginas, cujo título é “Psicografia e inscrições discursivas: a escrita de Chico Xavier”.
LITERATURA HUMORÍSTICA
Lulu Parola, Cornélio Pires e outros trazem aos leitores rica obra com esta característica.
LITERATURA CIENTÍFICA
Por se compor de Ciência, Filosofia e Religião, invariavelmente, qualquer obra dita espírita mostra esta tendência, mas, especificamente podemos citar as de André Luiz como “Evolução em Dois Mundos” e “Mecanismos da Mediunidade”.
LITERATURA EVANGÉLICA
O Evangelho é tema de vasta obra psicografada pelo Chico, especialmente de Emmanuel: Caminho, Verdade e Vida, Pão Nosso, Vinha de Luz, Fonte Viva, Livro da Esperança, Palavras de Vida Eterna, Segue-me, Bênção de Paz.

| Ressonância de sua Obra |
NO CINEMA
Da mensagem publicada no livro “Somos Seis” resultou o filme Edifício Joelma.
NO TEATRO
Várias compilações de obras diversas resultaram na peça teatral “Além da Vida”, apresentada por atores e atrizes profissionais.
NA TELEVISÃO
Tanto na extinta Rede Tupi (associada) quanto na Rede Globo, adaptou-se como novela o livro “Nosso Lar”, sob o título de “A grande viagem”, com amplo sucesso.
NO RÁDIO
Apresentação do chamado rádio-teatro, como o romance “Há Dois mil Anos”, teatralizado na Rádio Mundial.
Programas radiofônicos veiculando páginas espíritas.
Nos mais diversos ambientes, deparamos afixadas páginas psicografadas pelo Chico, porém, nem sempre de origem identificada.
NO JUDICIÁRIO
Conforme se vê no livro Lealdade, organizado pelo laborioso tarefeiro espírita, Hércio Marcos, do IDE – Instituto de Difusão Espírita – Araras/SP, relatando que, com base em mensagem psicografada pelo Chico, o MM. Juiz da causa absolveu o réu no douto judiciário do estado de Goiás.
NA MÚSICA
Já nos idos de 1970, o astro da canção brasileira, Roberto Carlos, revelava no Programa Flávio Cavalcanti, a influência das obras do Chico nas letras das músicas que compõe.
São inúmeras as letras psicografadas pelo Chico que foram e são musicadas, daí resultando belas canções, tais como: Alma Gêmea e Companheiro, letras de Emmanuel. A Prece, letra de João de Deus, Diretrizes adaptado do trecho de Bezerra de Menezes..
Fábio Júnior, Vanuza e Moacir Franco, sempre demonstraram grande carinho pelo Chico, inclusive, homenageando-o através de músicas de suas autorias.
Inúmeros LP\’s (hoje em desuso) e incontáveis CD\’s enriquecem a fonografia patrícia, oriunda da obra do Chico.
NA PINTURA
Através do chamado processo ideoplástico a exuberante mediunidade do Chico tem proporcionado o surgimento de quadros maravilhosos, como o do Senador romano Publius Lentulus e o retrato de Maria (vide Anuário Espírita 1986).
ABRANGENDO IRMÃOS DE OUTRAS TERRAS
A monumental obra psicografada pelo Chico já teve livros traduzidos para o esperanto, o francês, o inglês, o espanhol, o japonês, o tcheco e o polonês.
NA ASSISTÊNCIA SOCIAL
Pelo fato de o Chico, invariavelmente, registrar em cartório a doação dos direitos autorais a que teria direito em favor de instituições beneficentes, que pela lei do homem lhe caberia sobre 412 obras, tal procedimento possibilita grande fonte de recursos a essas instituições mesmo depois de sua morte. E já são mais de 30 milhões de exemplares editados.
CHICO SELA COMPROMISSO COM O ESPÍRITO EMMANUEL
A data do início do mandato mediúnico do Chico é considerada 8 de julho de 1927, mas o reencontro com seu guia espiritual Emmanuel, deu-se nos fins de julho de 1931 (ver interessante diálogo que se estabeleceu entre os dois, conforme relata o livro “Chico Xavier Mandato de Amor”, UEM, p. 30-31).
QUEM ERA EMMANUEL
Senador romano na época do Cristo, conhecido por Publius Lentulus. De lá para cá do nosso conhecimento, surge nas figuras do escravo Nestório, do Padre Manoel de Nóbrega (fundador de São Paulo) e do Padre Damiano, reencarnado na Espanha.
O relacionamento entre os dois, “se perde na poeira dos sóis”, segundo informação que o Chico nos prestava, por informação do mentor espiritual.
JESUS – KARDEC – EMMANUEL
Como é sabido, a interação Jesus-Kardec-Emmanuel é absolutamente harmônica. E desde aquele longínquo 31 de julho de 1931, Emmanuel já determinava: ” – se algum dia eu conflitar com Jesus e Kardec, me abandone Chico”.
Nesse clima de absoluta interação é que para comemorar centenários respectivos, da obra que compõe o “Pentateuco Luz”, no dizer de Nenê Aluotto, temos:
- em 1959, surge o livro Religião dos Espíritos, em comemoração ao centenário do Livro dos Espíritos;
- em 1960, o livro Seara dos Médiuns, em comemoração ao centenário do Livro dos Médiuns;
- em 1961, o livro Justiça Divina, em comemoração ao centenário do livro Céu e Inferno;
- em 1964, o livro da Esperança, em comemoração ao centenário do Evangelho Segundo o Espiritismo.
Todos esses livros de autoria de Emmanuel. O Chico recebeu além desses, de espíritos diversos, o livro O Espírito da Verdade, ainda comemorativo ao centenário do Evangelho Segundo o Espiritismo.
CHICO FALA DE SUA PRÁTICA MEDIÚNICA
No livro Parnaso de Além Túmulo, Ed. FEB – 1972 – Comemorativa do 40º aniversário de lançamento, pág. 33, Chico diz a respeito: “A sensação que sempre senti, ao escrevê-las (referindo-se a poesias recebidas mediunicamente), era a de que vigorosa mão impulsionava a minha. Doutras vezes, parecia-me ter em frente um volume imaterial, onde eu as lia e copiava; e, doutras, que alguém mas ditava aos ouvidos, experimentando sempre no braço, ao psicografá-las, a sensação de fluidos elétricos que o envolvessem, acontecendo o mesmo com o cérebro, que se me afigurava invadido por incalculável número de vibrações indefiníveis. Certas vezes, esse estado atingia o auge, e o interessante é que parecia-me haver ficado sem o corpo, não sentindo, por momentos, as menores impressões físicas. É o que experimento, fisicamente, quanto ao fenômeno que se produz freqüentemente comigo.”
MÉDIUM COMPLETO
Poder-se-á dizer que Chico foi um médium completo, tanto do ponto de vista moral quanto da técnica mediúnica.
O saudoso professor Herculano Pires o chamava de “homem-psi”.
Elias Barbosa diz que dele poder-se-á dizer “do alto dos telhados”, tratar-se do maior médium psicógrafo do mundo.
O culto e saudoso professor Rubens Romanelli, dizia com relação a Chico Xavier: “Trata-se de um dos maiores autodidatas que já conheci”.
CURIOSIDADES ACERCA DA PROFÍCUA PRODUÇÃO PSICOGRÁFICA DE CHICO
De uma certa feita na bela cidade triangulina de Uberlândia, o saudoso tarefeiro espírita Zenon Vilela passou para o papel, a seguinte informação:
No ano de 1952, Chico psicografou 2 livros, em 2 dias: Roteiro, de Emmanuel, com 172 páginas e Pai Nosso, de Meimei, com 104 páginas.
No ano de 1963, Chico psicografou 2 livros, em 2 dias: Opinião Espírita, com 204 páginas e Sexo e Destino, com 360 páginas.
No dia 31 de março de 1969 (data comemorativa do falecimento de Kardec, mera lembrança nossa), Chico psicografou 2 livros, no mesmo dia: Passos da Vida, com 156 páginas e Estante da Vida, com 184 páginas.
Chico é apontado como fenômeno na aceitação do leitor. Dos dez melhores livros do século, em pesquisa realizada por órgãos da imprensa espírita, sete são da psicografia do Chico. O primeiro lugar coube ao livro Nosso Lar, na 48ª edição, com mais de 1.200 milheiros de exemplares editados.
Ao longo de seus 75 anos de mandato mediúnico tornaram-se incontáveis os títulos honoríficos a que fez jus:
- dezenas de cidadanias;
- mais de uma centena de biografias;
- instituiu-se a Comenda da Paz Chico Xavier, por decreto estadual;
- Comenda Chico Xavier instituída pela Prefeitura Municipal de Pedro Leopoldo;
- o Mineiro do Século, por promoção da Telemar e da Rede Globo Minas, etc, etc;
- pelos auditores independentes da Receita Federal, foram eleitas as 8 mais importantes figuras mundiais: Madre Tereza de Calcutá, Chico Xavier, Mandela, Sabin, Carlitos, Santos Dumont, Gandhi e Che Guevara.
- O Maior Brasileiro da História por promoção da Revista Época – 2006.
Por dados estatísticos fornecidos por órgãos da Imprensa Nacional, em seu velório que se iniciou no domingo, 30 de junho, até terça-feira, 2 de julho do ano de 2002, em certos momentos, a fila chegou à extensão de 4 km. E diante do esquife, a média era de 40 pessoas, a cada minuto. Era comovente a serenidade e o silêncio do povo, apesar de ter que esperar horas e horas seguidas na fila, sob o forte sol uberabense, para a despedida aos despojos físicos do médium. Foi sepultado com honras militares debaixo de uma chuva de pétalas de rosas.
Eric Fronn nos ensina que “só o amor é justificativa à presença humana”. O Chico “triplica” essa justificativa. Muitos o cognominam: “um homem chamado amor”.
| O Chico de nossa Memória |
Quando o conheci na década de 50, sua idade era de 46 anos.
Tinha por características físicas ser gordinho, de uma gordura “roliça”, sem protuberâncias destacadas. Era de baixa estatura. Dava pra perceber que suas vistas não eram normais, portavam enfermidades.
Sua risada era “gostosa”, e bem audível.
Tinha por princípio ser igual para com todo mundo. Dificilmente esquecia o nome das pessoas. Por conta desse destaque um dia lhe perguntei:
- Chico, por que você não esquece os nomes das pessoas? No que ele retrucou de pronto:
- O Emmanuel me disse que onde há amor, não há esquecimento. Pensei: Podia dormir sem essa, eu que sou péssimo para guardar nomes.
Quando mudamos para Uberaba, a 31 de março de 1960, o Chico lá já estava desde janeiro de 1959. Se nossa convivência em Monte Carmelo era esporádica (só pelos Natais de 1956 a 1958) na hospitaleira capital do Zebu, aos poucos a convivência foi se aprofundando, principalmente porque fui tornando-me mais maduro, mais compenetrado.
Lembro com saudades que nos meus primeiros encontros com o Chico, às vezes eu ensaiava falar-lhe de Doutrina Espírita, de livros etc. Mas… à medida que me aproximava dele, a inibição se apossava de mim. Aí o Chico é que de propósito vulgarizava a conversa. E como sabia que eu gostava como gosto, de música, de cantar, e como estava em plena efervescência o movimento da “Jovem-Guarda”, o Chico cristamente me tirava daquela constipação cultural indagando-me desembaraçadamente: – Marival, e a Wandeca? O ambiente alterava-se totalmente. O assunto agora era jovem guarda, em que a cantora Wanderléia era um dos ícones. Chico era assim.
Ninguém mais autodidata, ninguém mais culto. Vida a fora teve grandes mestres espirituais. De escolaridade formal mesmo só estudou até o primário. Por exemplo, talvez ninguém descrevesse tão bem, com tantas minudências o corpo humano como ele, mas dificilmente o fizesse se em presença de um homem de ciência. Não só esse tema como qualquer um outro, ele dominava com desembaraço, mas jamais fazia exibição de erudição. Ao contrário, repetia com freqüência que de tão pequeno trazia cisco no nome (referência às duas últimas sílabas de FranCISCO).
Enganam os que acreditam que o Chico transigia acerca de valores morais que competia a ele exemplificar, ou ter que orientar um irmão do coração. Vi alguns dos nossos com lágrimas nos olhos diante da necessária veemência do Chico.
De certa feita, ante a insistência de um confrade querendo que o Chico atendesse a uma irmã de outra cidade, naquela manhã, na agência do Banco do Comércio, onde ele tratava de confirmar se o crédito referente a vencimentos a que fazia jus como funcionário do Ministério da Agricultura, havia sido creditado em sua conta: O Chico expõe ao renitente companheiro que pra tudo tem hora, que naquele momento ele cuidava de dinheiro, não estando portanto em condições de assistir espiritualmente a irmã mencionada, mas que à noite estava à disposição dela na CEC. Assim mesmo teve que dizer ao companheiro: – Você já viu o padre abrir a igreja toda hora para celebrar missa?
Finalmente o irmão deu-se por vencido, retornando à sua casa, ele que morava ao lado daquela agência bancária. Nesse momento o Chico humildemente nos pede desculpas e dá o assunto por encerrado dizendo: (a mim e ao Toninho Vilela, funcionário do banco). “Às vezes onde eu encontro as maiores dificuldades é justamente entre os irmãos espíritas.”
Passei então a meditar em torno daquele episódio e daquela observação.
Casos revestidos de muita ternura tive oportunidade de assistir, envolvendo essa figura notável:
O companheiro, na euforia que atingia a todos os presentes no Uberaba Tênis Clube, ante os festejos pelo título de cidadão uberabense, outorgado ao Chico pela edilidade previne-o:
Chico, cuidado pra você não cair! (Referia-se a resvalos Morais)
Era um cidadão alto, corpolento, contrastando com o Chico, que olha pra cima procurando o rosto do companheiro para humildemente responder:
- Oh fulano, como eu vou cair se estou dez léguas pra baixo?
O local era as confluências das ruas Arthur Machado com Leopoldino de Oliveira, o mais movimentado de Uberaba. Começamos em pequeno número, mas à medida que as pessoas iam descobrindo o Chico ali, a aglomeração aumentava.
Ele no meio da roda, assediado por perguntas e por curiosos. Bem ao meu lado pára uma pessoa, pela aparência um representante comercial. Observa, observa, como bom mineiro.
De repente sai rápido e entre decepcionado e incrédulo comenta:
- Dizem que esse homem é humilde, mas ele está num perfume só, e a humildade onde fica?
Tive ímpetos de explicar a origem daquela fragrância tão agradável, mas a tempo ponderei que naquele momento qualquer explicação seria extemporânea.
Nos últimos anos na década de 60, após participar com dois de meus irmãos nos Festivais do “Chapadão do Bugre” lá mesmo em Uberaba, o Chico passou a nos incentivar a compor música, como já o fazíamos no festival: “Quente, pra frente”, “Me pega”, foram os títulos que nos indicou, quando dizia: Ninguém fez músicas explorando esses temas. E completava: – Tenho muitos outros pra lhe sugerir.
Na época não atinei que talvez devesse buscar espiritualizar os temas. Fazia músicas comuns.
Com nossa mudança para Belo Horizonte, em 1970, essa “parceria musical”, que eu supus encerrada, aí é que floresceu, porque passei a por melodias em letras psicografadas pelo Chico, hoje somando uma meia-dúzia delas.
De certa feita jactanciava-me pelo fato de ter tido essa convivência fraterna, boa, salutar com nosso saudoso irmão Chico, quando um companheiro, como que com o fito de podar em mim a vaidade, indagou de chofre: E o que você tem feito dessa convivência? Lembre-se: Isso não é privilégio, é responsabilidade. Efetivamente, ser contemporâneo do Chico representa imensa responsabilidade para todos nós porque ele foi e é exemplo vivo que o Divino Mestre nos enviou.
Rogamos a Jesus proteger e amparar o nosso sempre querido irmão Chico.
CEI EDITA LIVROS DE CHICO XAVIER EM VÁRIOS IDIOMAS
O Conselho Espírita Internacional também dispõe de uma pagina na internet onde podem ser conhecidas todas as obras que já estão publicadas – www.edicei.com– (o site esta sendo totalmente reconstruído atualmente) e efetua um trabalho promocional permanente nos países em que se falam as línguas nas quais já existem livros disponíveis.
- Algumas das obras de Chico Xavier que já estão disponíveis em diferentes idiomas são:
·         Francês: Serie André Luiz (toda a serie); Romances de Emmanuel (os 5 romances já estão publicados); Serie Fonte Viva (toda a serie já esta disponível). Alem disso, já estão publicados os livros O Consolador; A Caminho da Luz e Jesus no Lar.
·         Inglês: Serie André Luiz (6 títulos); Romances de Emmanuel (2 títulos). Alem disso, já estão publicados Cartilha do Bem; Mensagem do Pequeno Morto; Pai Nosso e Jesus no Lar.
·         Espanhol: Serie André Luiz (5 títulos); Serie Fonte Viva (1 título disponível). Alem disso, já estão publicados Seara dos Médiuns; Justiça Divina; Religião dos Espíritos; O Espírito da Verdade; Vida e Sexo; Pensamento e Vida; Mensagem do Pequeno Morto e Cartilha do Bem.
·         Francês: Serie André Luiz (toda a serie); Romances de Emmanuel (os 5 romances já estão traduzidos); Serie Fonte Viva (toda a serie já esta disponível). Alem disso, já estão publicados O Consolador; A Caminho da Luz e Jesus no Lar.
·         Alemão: Nosso Lar e os Mensageiros. Já estão traduzidos Cartilha do Bem e Mensagem do Pequeno Morto.
·         Russo: Há 2000 Anos e 6 livros da serie André Luiz.
·         Húngaro: Agenda Cristã.
- Alem disso, já estão traduzidos numerosos títulos que estão no processo de edição, tais como Nosso Lar em italiano, mais de 4 obras de Chico em tcheco3 livros da Serie Andre Luiz em grego.
- Como parte das comemorações pelos 100 anos de Chico Xavier estaremos lançando, no âmbito do 3o. Congresso Espírita Brasileiro, em Brasília, uma biografia de Chico Xavier escrita por um autor francês. O livro será lançado simultaneamente em português e francês.
Esta biografia foi elaborada por Marival Veloso Matos, Presidente da União Espírita Mineira e membro da Comissão Central Organizadora do “Projeto Centenário de Chico Xavier”.
QUANTIDADE DE LIVROS EDITADOS PELA FEB (até janeiro de 2010):
– Livros de Allan Kardec: 10.400.600 exemplares;
– Livros psicográficos de Francisco Cândido Xavier: 17.881.800 exemplares (“Nosso Lar” é o mais editado: 1.782.000).


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